Francisco Praça se despede da magistratura acreana

 O desembargador Francisco das Chagas Praça deixará de vestir oficialmente a partir deste sábado (29) a toga, que o acompanhou durante 30 anos de magistratura acreana.

A aposentadoria compulsória encerra uma etapa na vida deste nordestino, natural de Oeiras (PI), mas não na história do Judiciário Acreano para o qual tanto contribuiu.

Esta semana os jornais locais trouxeram notas relacionadas à aposentadoria do magistrado. Para o periódico A Tribuna, por exemplo, “Francisco Praça será sempre lembrado pela objetividade de seus julgados e pela agilidade da prestação jurisdicional.”

Uma de suas frases antológicas foi esta: “minha mesa não é arquivo.”

Teve serenidade e conhecimento para administrar, mas sem nunca ter levantado a voz, algo não muito comum aos que ocupam cargos públicos de destaque.

Ele deixa suas funções de magistrado como sendo o servidor mais antigo do Estado, com 50 anos de serviço público.

Homenagem

Na última terça-feira (25), após a sua última sessão como membro da Câmara Criminal, em sessão extraordinária, Francisco Praça receber uma pequena homenagem de seus pares, desembargadores e servidores.

Ao cumprimentá-lo, os colegas registraram a relevância e contribuição do seu trabalho, ao longo de 30 anos, para o Poder Judiciário do Acre.

 

Trajetória

Francisco das Chagas Praça é formado em Direito pela Universidade Federal do Acre (Ufac), mas iniciou o curso na Universidade de Brasília (UNB). É casado com Odenilde Flores Praça, com quem tem uma filha.

Foi nomeado juiz de substituto em setembro de 1984, iniciando no mesmo mês sua jurisdição na Comarca de Sena Madureira.

Depois foi promovido ao cargo de juiz de Direito de 1ª Entrância da Comarca de Brasiléia.

A partir de 1986, foi juiz de Direito do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por diversas ocasiões.

Na Capital, em 1987, Francisco Praça começou a carreira na 2ª Entrância, na Vara da Família e, em 1988, foi removido para 3ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco.

O magistrado foi promovido por merecimento ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça do Acre em 1990.

Ocupou na seqüência os cargos de vice-presidente e corregedor do TJAC e presidente da Câmara Criminal (entre 1991 e 1993).

Também foi vice-presidente e corregedor do TRE, de onde foi presidente em 1996.

Francisco Praça chegou ao ápice da carreira ao assumir a presidência da Corte de Justiça Acreana, em 1999.

Em 2005 ele voltaria a ocupar o cargo de presidente da Câmara Criminal, por mais um biênio.

Integrou diversas comissões do Tribunal, como as de concursos públicos, regimento interno, informática e de Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCR) de servidores.

Como servidor público, ocupou diversos cargos, como técnico em contabilidade do Incra em Brasília e Rondônia.

Teve como marca histórica em sua trajetória a dedicação devocional pelo ofício, de maneira que interrompeu as férias por várias ocasiões para atender os reclamos dos cidadãos que têm sede de Justiça.

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Fonte: Atualizado em 30/06/2015