Escola Estadual Ruy Azevedo incentiva aprendizagem sobre cidadania para alunos com deficiência  

O atendimento educacional especializado utiliza a Cartilha da Justiça como recurso pedagógico e integra os alunos para plena participação no programa Cidadania e Justiça.

A Cartilha da Justiça tornou-se parte do material didático da Escola Estadual Ruy Azevedo. Ilustrada em quadrinhos e com a linguagem simples, ela alerta sobre os deveres e esclarece os direitos básicos do cidadão, sendo o principal instrumento de apoio ao programa “Cidadania e Justiça na Escola”.

O programa é desenvolvido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude, com a ajuda de diversos parceiros que se voluntariam nas palestras em cada unidade escolar. A impressão da cartilha foi patrocinada pela Associação dos Magistrados do Acre (Asmac).

A primeira escola rural a ser atendida pelo programa neste ano foi a Escola Estadual Ruy Azevedo, localizada na Estrada do Amapá. A atividade foi realizada no início de agosto, quando a professora Rachel Coelho conversou com 80 alunos do 5º e 6º ano, durante o período vespertino.

Desde então, os professores seguem trabalhando os conteúdos em sala de aula, entre eles os serviços públicos essenciais, bullying, Lei Maria da Penha e meio ambiente. A Cartilha da Justiça é utilizada inclusive na Sala de Recursos Multifuncionais da escola, que atende alunos com deficiência, no contraturno.

A professora Mirian Braga explicou que atualmente 15 estudantes recebem o atendimento educacional especializado. “São crianças que foram diagnosticadas com deficiência intelectual, com altas habilidades, temos três que são autistas e um surdo”, enumerou.

Entre eles estão Kesnen Monteiro, do 5º ano, e a Yara Santana, do 6º ano, que participaram da palestra e receberam a Cartilha da Justiça. “Eu inclui a leitura da cartilha no plano de aula, assim cumprimos a diretriz de atender a necessidade de ler regularmente. Além disso, eles também estarão aptos para escreverem a redação e concorrerem ao tablet, como todos os demais alunos participantes da atividade”, explicou Mirian.

Segundo o planejamento escolar, a modalidade didática de leitura é importante para os alunos com deficiências para se informarem a respeito das atualidades e de temas relevantes para a vida cidadã, bem como coopera com o aprendizado de assuntos em desenvolvimento e estudo na sala de aula. Desta forma, o programa se integrou ao trabalho educacional em andamento, que é inclusivo.

A abordagem contínua dos temas apresentados está prevista na proposta pedagógica do programa Cidadania e Justiça na Escola. Na qual deve ocorrer um segundo encontro em cada escola e, por fim, os alunos participarão de um concurso de redação.

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Fonte: GECOM Atualizado em 04/09/2019