Edição do Casamento Coletivo é realizada com sucesso no Estádio Arena da Floresta

Sonho do matrimônio de 1.000 casais é proporcionado graças à iniciativa do Tribunal de Justiça do Acre, de forma gratuita e simplificada.

Vicente Lopes da Silva (82) e Maria José de Oliveira (55) formavam o casal mais antigo na cerimônia do Casamento Coletivo, que aconteceu nessa sexta-feira, no Estádio Arena da Floresta, em Rio Branco. Prova de que o amor não tem idade, eles se juntaram a outros 999 casais, que tiveram realizado o sonho do matrimônio, graças à iniciativa do Tribunal de Justiça do Acre, proporcionado de forma gratuita e simplificada.

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Realizado desde 2004, o Casamento Coletivo reúne milhares de pessoas, entre noivos, familiares e convidados, que participam de uma cerimônia civil com direito à decoração especial de casamento, música, apresentações artísticas e surpresas.

“Hoje estamos marcando uma data especial, não apenas na vida de cada um vocês que irá celebrar essa união, mas também de retomada do Projeto Cidadão. Vamos retomar as demais atividades, além do Casamento Coletivo, para facilitar a vida das pessoas e servidor, que é nossa missão. Desejo uma vida longa e um casamento feliz a todos vocês”, desejou o desembargador aposentado Arquilau Melo, coordenador do Projeto Cidadão.

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A iniciativa do TJAC, por meio do Projeto Cidadão, não estava funcionando nos últimos anos. Na segunda quinzena de junho deste ano, no entanto, as atividades foram retomadas pela atual gestão, em ato oficial conduzido pela presidente da Corte de Justiça Acreana, desembargadora Cezarinete Angelim. Na oportunidade, a magistrada deflagrou a abertura dos trabalhos de atendimento aos casais interessados em usufruir desse serviço. A procura superou as expectativas, já que as inscrições destinadas às habilitações se encerraram no prazo de apenas cinco dias.

“Essa ação se entrelaça com os meus ideais da Magistratura. Compartilho de cada emoção vivenciada por vocês hoje. Conhecido em todo o Acre e referência para o Brasil, o Casamento Coletivo tem o “DNA” da alteridade (que é colocar-se no lugar do outro), da humanização e da cidadania, além de ser um instrumento da inclusão social no Estado”, assinalou a desembargadora-presidente Cezarinete Angelim.

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Ela destacou ainda que o evento é “organizado com muito carinho, pensando em todos os detalhes, para que os noivos, familiares e amigos possam, juntos, celebrar essa união matrimonial”.

A cerimônia

A ação alcança a perspectiva de alteridade (colocar-se no lugar do outro), humanização e de cidadania, bem como de inclusão social no Estado. Também faz parte da visão do Tribunal de garantir os direitos do jurisdicionado no Acre, com justiça e agilidade, promovendo o bem de toda a sociedade.

A cerimônia do casamento civil foi conduzida pelo juiz de Direito Marcelo Badaró, titular da Vara de Registros Públicos da Comarca de Rio Branco.

“Parabenizo à senhora presidente por esta gestão tão humanitária. Desejo aos noivos que esta relação seja de fato consolidada, gere frutos, realize os vossos sonhos e mantenha acesos o encantamento e o amor vivenciados”, disse o magistrado.

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Após a marcha nupcial, a bênção religiosa da noite, em atenção aos noivos evangélicos e católicos, foi feita pelo pastor Clévis Mustafá, seguida pela entoação da canção Ave Maria.

Os 1.000 noivos presentes foram representados diante do juiz pelo casal mais jovem, formado por Ingrison Brenno Iduino Menezes (20) e Ingrety Shayane Valentin (16) e pelo casal mais maduro (citado no início desta matéria).

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O grande momento da cerimônia foi o “sim” simultâneo dos noivos e noivas, seguido pelo imprescindível beijo coletivo. Após a troca de alianças, a cerimônia de Casamento Coletivo foi encerrada com uma queima de fogos. Houve ainda o sorteio de diversos brindes para os casais, patrocinados pelas empresas parceiras do evento.

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Projeto Cidadão

O Projeto Cidadão é uma iniciativa do Tribunal de Justiça Acreano e teve, em princípio, o objetivo primordial de garantir a emissão gratuita de documentação à população de baixa renda, de forma rápida e desburocratizada. Ele surgiu da preocupação em reverter um dado fornecido pelo IBGE, cujas estatísticas mostravam que, em 1995, ano de sua criação, aproximadamente 68% dos habitantes do Estado não possuíam nenhum tipo de registro legal.

De lá para cá, essa demanda reprimida foi sanada, o Projeto foi ampliado e incorporou outras ações, garantindo o acesso facilitado da comunidade a diversos serviços. Sua finalidade primordial é assegurar à população de menor poder aquisitivo o direito à documentação básica, bem como o acesso rápido e gratuito aos serviços públicos de saúde, educação, trabalho, meio ambiente, segurança e o tradicional Casamento Coletivo.

 

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Fonte: Ex. DIINS - Diretoria de Informação institucional Atualizado em 18/08/2015