Congresso de Assessores da Justiça debate comunicação pública, responsabilidade social e cidadania

Evento destacou que Judiciário precisa dialogar com a sociedade e que a comunicação dos tribunais deve ter autonomia para garantir o fortalecimento institucional.

O XI Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação da Justiça (Conbrascon) ampliou a habitual polifonia de sons e sotaques da idílica Capital mineira, Belo Horizonte. Profissionais de todo o País e dos mais diversos segmentos que integram o Poder Judiciário Nacional se reúnem desde essa quinta-feira (18) para discutir a Gestão e Perspectivas no Sistema de Justiça do setor público. A Diretoria de Informação Institucional (Diins) do Tribunal de Justiça do Acre participa do encontro.

No primeiro dia dos trabalhos, a publicitária Nádia Rebouças abordou responsabilidade social e importância da humanização das relações.

Já o 3º vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e superintendente da gestão de inovação, desembargador Wander Marotta, assinalou a relevância da comunicação em um regime democrático e a sua contribuição para a transparência e a viabilização do acesso à Justiça.

O desembargador lembrou, ainda, a necessidade de, no âmbito da Justiça e dos poderes públicos, lidar com as novas mídias, que permitem, por parte dos cidadãos, a manifestação e a emissão de opiniões de alcance mundial com facilidade.

Vanderlei Ricken, do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região e presidente do FNCJ, afirmou que o XI Conbrascom pode ser a “pedra angular” para o aprimoramento da atuação do seu público, pois procura “compreender a real dimensão das abordagens e a utilidade do tema para um tempo de crises e ajustes, em que mais e mais se reclamam competência e foco na gestão das esferas públicas do sistema de Justiça”.

Atividades

Um dos painéis abordou experiências de comunicação bem-sucedidas: Adriana Chiarini, por exemplo, apresentou o funcionamento da agência de notícias do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que resultou em parceria com canal aberto para exibição integral de programas elaborados pela equipe de comunicação do STJ. Giselly Siqueira, por sua vez, tratou da estruturação de estratégias de relacionamento com o público e políticas de comunicação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), frisando a integração de diversos meios (digital, impresso, radiofônico, vídeo) para difusão de conteúdo, o chamado cross media.

Natália Veloso discorreu sobre a identificação de um desconhecimento da população no que concerne à atuação do Ministério Público, as ações para reverter esse quadro e a criação de um perfil do Conselho Nacional do Ministério Público, no Facebook, utilizando um personagem fictício, o João Cidadão, para alcançar acolhida por parte do público jovem.

Prêmio

Após as oficinas, realizadas nessa quinta-feira, nas quais os participantes se dividiram em grupos que discutiram temáticas diversas, como o planejamento de comunicação no sistema de Justiça, a comunicação interna e a gestão de canais e plataformas de comunicação, foram apresentados os cases dos projetos finalistas do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça.

O público votou nas ações de sua preferência entre cerca de 40 propostas selecionadas pela comissão julgadora. Já na noite desta sexta-feira serão conhecidos aqueles que o júri considerou os mais inovadores e bem-sucedidos. Ao todo, foram submetidos 153 trabalhos, que incluem artigos acadêmicos, estudos de caso, fotografias, mídias digitais e radiofônicas, vídeos institucionais, campanhas e outras iniciativas,

Realização

O Conbrascom é uma promoção do Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), organização não-governamental de assessores de comunicação do Judiciário, do Ministério Público, da Defensoria Pública, dos Tribunais de Contas, da OAB, das Advocacias Públicas, de entidades representativas da magistratura e outras instituições, em parceria com as cortes brasileiras. Neste ano, o TJMG sediou o Congresso e apoiou a realização do evento. O FNCJ congrega profissionais de comunicação, magistrados, parlamentares, estudantes universitários, principalmente da área de comunicação social, e outras profissões que atuam no Poder Judiciário e em entidades ou órgãos ligados à Justiça.

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Fonte: Ex. DIINS - Diretoria de Informação institucional Atualizado em 24/06/2015