COGER conclui calendário de correições na Vara de Violência Doméstica

Em audiência pública que contou com a participação da Presidente e do Vice-Presidente do Tribunal de Justiça do Acre, desembargadores Izaura Maia e Pedro Ranzi, respectivamente, a Corregedora Geral da Justiça, Desembargadora Eva Evangelista, instalou na manhã de ontem, 27, os trabalhos correicionais na Vara da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Rio Branco.

O ato foi prestigiado pelas Juízas de Direito Regina Longuini e Maria Penha Nascimento, pelo Promotor de Justiça Vinícius Menandro, pelas Delegadas de Polícia Márdhia El-Shawa, Maria Lúcia e Kelcimaira Firmino, pelos Advogados Elias Antunes e Geraldo Santos, diretores, assessores e servidores do TJAC.

Desde que foi instalada, no dia 29 de fevereiro de 2008, esta é a primeira correição por que passa a unidade judicial, que tem como titular a Juíza de Direito Olívia Ribeiro. Coube à Corregedora Geral da Justiça iniciar a audiência, oportunidade em que saudou a todos e agradeceu a participação. Em seguida, Eva Evangelista passou a palavra à Presidente do Tribunal, que relembrou o trabalho de planejamento que resultou na criação da Vara.

De acordo com Izaura Maia, muitas foram as dificuldades superadas para ver concretizado o sonho de instalação de uma unidade judicial destinada exclusivamente ao atendimento de mulheres. A Desembargadora creditou o sucesso de criação da Vara à harmonia da atual Direção do TJAC e ao trabalho de equipe desenvolvido por magistrados e servidores. “É um prazer estarmos aqui hoje compartilhando esse momento", disse a Presidente, acrescentando “sabemos que o nosso trabalho não é perfeito, mas o importante é que sempre podemos melhorá-lo”.

Ao saudar os presentes, a Juíza Olívia Ribeiro afirmou que a unidade que dirige é uma novidade, vez que é a primeira Vara totalmente virtual a ser instalada no Estado e que, por conta disso, apresenta algumas dificuldades de adaptação e manuseio do sistema. Olívia Ribeiro também ressaltou a importância da Correição para o aprimoramento do trabalho desenvolvido pelo Judiciário. “Encaro a correição não apenas como a vinda do corregedor para avaliar o juiz e os servidores, mas como uma troca de experiências”, enfatizou , elogiando o trabalho de Eva Evangelista e sua equipe.

Para Pedro Ranzi, a instalação da unidade faz parte de um pacote de desafios enfrentados pela atual administração do Tribunal e pelas pessoas que sonham com o engrandecimento do Poder Judiciário. “Essa Vara é um verdadeiro laboratório de experimentação, práticas e novos conhecimentos”, afirmou. O magistrado falou da sua satisfação de compartilhar da criação da unidade, acrescentando que espera poder continuar contando com o apoio de todos em sua gestão, que começa no próximo dia 2 de fevereiro.

O Promotor de Justiça Vinícius Menandro, que atua na Vara de Violência Doméstica, foi enfático ao afirmar que o processo eletrônico representa o futuro da Justiça. Segundo ele, “é necessário um período de adaptação ao novo sistema, visando uma maior integração da equipe e melhor utilização da nova tecnologia". O Promotor disse ainda que o Ministério Público vai colaborar para que todas as dificuldades sejam logo superadas.

Ao se dirigir aos presentes, a Corregedora Eva Evangelista lembrou que os trabalhos correicionais na unidade encerram o calendário de 2008, que na sua avaliação serviram especialmente para detectar uma sensível redução da Taxa de Congestionamento nas Comarcas do Estado. 

Ao enaltecer a importância da criação da Vara de Violência Doméstica, a Corregedora disse que o Tribunal de Justiça acertou ao entender que a Juíza Olívia Ribeiro é a pessoa ideal para dirigir a unidade. Por fim, a Desembargadora falou do seu contentamento pelas conquistas e realizações da Direção do TJAC nos últimos dois anos. "A criação e instalação desta Vara é resultado da ousadia e da determinação da Desembargadora Izaura Maia, sustentada pela harmonia da Direção, que tornou possível tantas conquistas e realizações nos últimos dois anos. Sentirei muita saudade desse compartilhamento”, concluiu.

 

 

  

      

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Fonte: Publicado em 28/01/2009