Cidadania e Justiça na Escola: TJAC e Esjud lançam edição 2014 do projeto

O Tribunal de Justiça do Acre, através da Escola do Poder Judiciário (Esjud), lançou na manhã desta sexta-feira (4) a 3ª edição do projeto Cidadania e Justiça na Escola.

O evento aconteceu na sede do Palácio da Justiça (Centro Cultural do TJAC) e contou com a presença do presidente do TJAC, desembargador Roberto Barros, da coordenadora geral do projeto, desembargadora Eva Evangelista, da coordenadora executiva e diretora em exercício da Esjud, desembargadora Regina Ferrari, do prefeito de Rio Branco, Marcus Alexandre, além do presidente da Associação de Magistrados do Acre (Asmac), Raimundo Nonato.

Também estiveram presentes alunos, professores e diretores das atuais 14 escolas parceiras do projeto.

A abertura do evento ficou por conta do Coro da Guarda Mirim, que, acompanhado pela Banda da Polícia Militar, interpretou o Hino Acreano.

O presidente do TJAC, desembargador Roberto Barros, agradeceu a todos que apoiam direta ou indiretamente a execução do projeto. De acordo com ele, além de julgar processos e dirimir conflitos, o Tribunal se preocupa em estar próximo à sociedade, através da execução de diversos programas de cunho social, a exemplo do Cidadania e Justiça na Escola.

“Nosso desejo é colaborar, da melhor forma possível, para a formação das pessoas, ajudá-las a ter maior consciência dos seus direitos, mas acima de tudo de seus deveres, para que sejam seres humanos melhores – melhores filhos, melhores alunos e também melhores cidadãos”, destacou.

Também a coordenadora geral do projeto, desembargadora Eva Evangelista, ressaltou o caráter social do Cidadania e Justiça na Escola. Para a decana do TJAC, a ação envia uma mensagem clara para a sociedade.

“Nós estamos aqui dizendo a todos: o Poder Judiciário tem um compromisso verdadeiro com a sociedade. A grande questão não é ser amado, mas amar. Amar o próximo, entendê-lo, respeitá-lo, respeitar as suas convicções. Deus nos abençoe nesta terceira caminhada”, disse.

Por sua vez, a coordenadora executiva do projeto, desembargadora Regina Ferrari, falou sobre a possibilidade de construção de uma sociedade mais justa e igualitária através da conscientização das futuras gerações.

“Vocês (alunos) são do tamanho do seu sonho, vocês serão aquilo que quiserem ser. Acreditem, sonhem, estudem, se esforcem e vocês serão cidadãos capazes de construir um mundo melhor, uma sociedade mais fraterna e justa”, ressaltou.

Já o prefeito do Município de Rio Branco, Marcus Alexandre, agradeceu ao Tribunal de Justiça do Acre pela parceria. Para o representante do Poder Executivo municipal a ação da Justiça acreana “é de grande importância para o futuro e para o presente de cada uma de nossas crianças”.

“Nos enche de orgulho saber que elas estão tendo acesso ao que há de mais importante no Judiciário. Não são somente as leis, mas a noção do quanto é importante cada cidadão conhecer bem seus direitos, seus deveres e assim, descobrir o seu papel na sociedade”, destacou Marcus Alexandre.

Em sua terceira edição, o projeto Cidadania e Justiça na Escola vai beneficiar cerca de 1.500 alunos do 5º ano do ensino fundamental das atuais 14 escolas da rede pública municipal parceiras do projeto. O primeiro ciclo de palestras terá início a partir do dia oito de abril, na escola Álvaro Vieira da Rocha, com os juízes de Direito Raimundo Nonato e Gilberto Matos.

Sobre o projeto

O Cidadania e Justiça na Escola está vinculado ao programa Justiça e Cidadania Também se Aprendem na Escola, criado e implementado nacionalmente pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e tem por objetivo a conscientização de crianças sobre democracia, direitos e deveres, bem como sobre a estrutura e as atribuições do Poder Judiciário.

As atividades envolvem a visita de magistrados e colaboradores ao ambiente escolar para a realização de palestras educativas sobre o tema ‘Cidadania: Direitos e Deveres’. Em seguida, os alunos das escolas parceiras são convidados a conhecer a estrutura e funcionamento de algumas unidades estratégicas do Poder Judiciário. Além disso, os estudantes também participam da realização de atividades didático-culturais e júris simulados ao longo do desenvolvimento do projeto.

Ao mesmo tempo em que busca contribuir para a formação de crianças como agentes multiplicadores de saberes, o projeto também proporciona uma maior aproximação e interação entre o Poder Judiciário e a e a sociedade, permitindo aos magistrados conhecer melhor a realidade social, através de uma inserção qualificada no cotidiano escolar.

Escolas parceiras: Álvaro Vieira da Rocha, Anice Adib Jatene, Ione Portela da Costa Casas, Chico Mendes, Ilson Ribeiro, José Potyguara, Francisco Augusto Bacurau, Maria Lúcia Moura Marin, Padre Peregrino Carneiro de Lima, Irmã Maria Gabriela Soares, Theodolina Falcão Macedo, Mariana da Silva Oliveira, Francisco de Paula Oiticica Filho e Ismael Gomes de Carvalho.

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Fonte: Atualizado em 19/12/2014