Censo é respondido por 40% dos magistrados brasileiros

 Quase sete mil magistrados – entre juízes, desembargadores, ministros e conselheiros – já responderam ao questionário elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que pretende conhecer o perfil dos servidores da Justiça, assim como identificar os principais desafios enfrentados pela magistratura brasileira. O número representa 40% do total de juízes em atividade no País.

De acordo com os dados do Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), do CNJ, responsável pela elaboração do Censo, ao todo há 16.879 magistrados aptos a responder ao questionário, disponível no portal do CNJ até o dia 13 de dezembro. Para preencher o formulário, basta acessar o link no portal e clicar a aba Questionário.

Pelo levantamento parcial, há três tribunais com mais 70% de respondentes: o Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (80%), o Superior Tribunal Militar (71%) e o Tribunal de Justiça Militar do Rio Grande do Sul (70%). Em termos absolutos, os tribunais campeões são o de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) e o de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), responsáveis pela entrega de 974 e 409 questionários, respectivamente.

Possuem menor índice de respostas, até agora, o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (6%), o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas (15,5%) e o Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (16,5%). A pesquisa é a segunda etapa do Censo Nacional do Poder Judiciário. A primeira, encerrada no mês passado (21/10), foi aplicada aos 285 mil servidores do Poder Judiciário e respondida por 60% deles (173 mil).

Grau de satisfação – Além de identificar o perfil dos julgadores (faixa etária, estado civil, sexo etc.), o censo também pretende medir o grau de satisfação dos magistrados com a carreira; sua opinião relativa ao exercício de suas funções, como o sistema de promoção e a adoção de metas de produtividade; assim como permitirá aos juízes avaliarem as relações com outros juízes, com os demais servidores, a alta administração do tribunal e o próprio CNJ.

Para o coordenador do censo, conselheiro Paulo Teixeira, membro da Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ, a pesquisa é fundamental para o aprimoramento e planejamento das políticas públicas do Poder Judiciário brasileiro. “As informações prestadas serão fundamentais na construção e no desenvolvimento de ações que promovam o aperfeiçoamento do Judiciário brasileiro como um todo”, afirmou.

O tempo estimado para o preenchimento do questionário do Censo dos Magistrados é de 10 minutos. Todos os dados fornecidos serão mantidos em sigilo e os resultados serão divulgados de forma genérica, sem identificação dos participantes.

Regina Bandeira
Agência CNJ de Notícias

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Fonte: Atualizado em 19/06/2015