Caso Fabrício: Juiz Cloves Ferreira fala em entrevista coletiva sobre o novo andamento das investigações

Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira (1º), o Juiz Cloves Ferreira, titular da 4ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, apresentou novos rumos na investigação do “Caso Fabrício”.

Embora o inquérito policial tenha sido concluído pela Polícia Civil e a ação penal, tenha tramitado, o adolescente Fabrício Augusto Souza da Costa, 16 anos, continua desaparecido há quase um ano e seis meses (nº 001.10.009950-6).

Os seis acusados de cometerem o crime permanecem presos. São eles: Leonardo Leite de Oliveira, o "Doidinho"; Edvaldo Leite de Oliveira; Miguel Rodrigues do Carmo, o "Tatu"; Helington Rodrigues de Castro; Djair Oliveira de Souza, o "Maluquinho"; e Dorimar da Silva, o "Balseiro".

Além deles, duas menores – as quais respondem pelo ato na 1ª Vara da Infância e da Juventude -, agiram conjuntamente para seqüestrar o estudante, com o intuito de obter vantagem com o preço do resgate. Elas já foram indicadas e também cumprem pena.

Ao lado do Promotor de Justiça Rui Lino, o magistrado informou que a instrução penal foi encerrada, sendo que as partes já apresentaram as alegações finais. No entanto, ele disse que a Secretaria de Segurança do Estado pediu apoio do Ministério da Justiça (MJ) para localização de Fabrício ou de seu corpo.

  

O fato novo

Na coletiva, a imprensa também teve conhecimento de um fato novo. A PF informou que a testemunha “Thales” mudou o seu depoimento, afirmando que "não viu Fabrício ser levado por um homem no dia dos fatos, 16 de março de 2010". Além disso, Leonardo de Oliveira, (o "Doidinho") teria confessado o delito, porém indicando novo local dos fatos: o corpo do adolescente teria sido jogado no Rio Acre.

Buscas do corpo

O MJ determinou à Polícia Federal (PF) que concretizasse ação no afã de tentar localizar o corpo da vítima. Por isso, o magistrado enviou cópia à PF do processo para análise de todas as provas e do percurso percorrido na investigação policial e instrução processual, a fim de possibilitar a ação de localização do corpo.

Nessa quarta-feira (31/08) o juiz e o promotor acompanharam uma busca no Rio Acre, realizada por mergulhadores da Força Nacional de Segurança (FNS) e do Corpo de Bombeiros.

Na ocasião, foram encontrados diversos fragmentos ósseos que, inicialmente, serão verificados se são humanos. Em um segundo momento, se confirmado, eles serão comparados com o DNA de parentes de Fabrício. Cloves Ferreira decidiu enviar o material para ser analisado em Brasília.

Novas buscas

Para garantir maior eficiência na solução do caso, Cloves Ferreira já solicitou novo apoio da PF, da FNS e Corpo de Bombeiros para que procedam, nos próximos dez dias, com novas buscas no suposto local do crime.

A FNS vai utilizar, aliás, os mesmos cães farejadores utilizados em buscas por corpos na região serrana do Rio de Janeiro. O Estado foi atingido pela maior tragédia climática da história, que resultou em centenas de mortes. Os animais foram fundamentais à localização das vítimas.

Além deles, e dos mergulhadores, haverá uso de um moderno aparelho eletrônico, para mapear o local.

Apelo

O juiz também fez um apelo à sociedade e às organizações não governamentais (ONG’s) para que não façam nenhuma operação de limpeza no Rio Acre nos próximos dias, para não comprometer as buscas

A operação de limpeza dos barrancos e leito do rio estava prevista para ocorrer no próximo sábado (03) e contaria com auxílio do Ibama, Imac, Bombeiros, voluntários e até de um helicóptero.

O juiz ressaltou que é fundamental preservar o local, com vistas a impedir a destruição de provas do “Caso Fabrício” e impossibilitar que sejam encontrados os seus restos mortais.

 

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Fonte: Publicado em 01/09/2011