Boletim TJ Acre discute criminalidade com presidente da Associação dos Magistrados do Rio de Janeiro

Programa foi veiculado nesta quarta-feira, na Rádio Aldeia FM.

O Boletim TJ Acre, desta quinta-feira, 24, discute criminalidade no Brasil, entrevistando a juíza de Direito Renata Gil, titular da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e presidente da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj). O programa será veiculado ao meio dia, na Rádio Aldeia (96.9 FM), com transmissão online pelo endereço eletrônico: http://www.aldeiafm.ac.gov.br

A juíza visitou o estado para compromissos com o movimento associativo da magistratura e aproveitou a oportunidade para conversar com a equipe da Gerência de Comunicação (Gecom) do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC). A entrevista foi conduzida pelo jornalista Márcio Bleiner, servidor da Justiça Acreana.

Questões como o combate ao crime organizado, a realidade e desafios do Judiciário brasileiro no século XXI, a judicialização da vida social e até mesmo a importância da comunicação no diálogo entre Justiça e a sociedade foram abordados pela juíza.

Criminalidade e combate

Segundo a magistrada, a criminalidade “é um problema endêmico, sistêmico no território nacional, especialmente, no Acre que é um estado de fronteira e nós sabemos da impossibilidade das nossas forças de segurança em exercerem adequadamente a fiscalização das nossas fronteiras, que são muito extensas”.

Mas, apesar desse cenário com diversos desafios estruturais, a juíza Renata Gil aponta formas para combater essa situação. “O desmantelamento das organizações criminosas depende primordialmente de inteligência. A aferição de como elas se organizam, como elas se mobilizam e com atuação de agentes infiltrados e de colaborações premiadas. Pensamos em delação premiada só para crimes de colarinho branco, crimes de ordem financeira. Mas, temos que usar esse recurso nos crimes praticados no dia-a-dia por essas organizações”, afirma.

Por fim, a presidente da Amaerj parabenizou o Poder Judiciário Acreano e a iniciativa do programa de rádio, pois, como enfatizou a magistrada “quando nós formos bem conhecidos, nós seremos bem compreendidos”.

 

 

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